Que lindo que é o movimento de voltar pra si.
- Almas Viajantes Mentoria
- Jun 30
- 3 min read
"Mas se você viajar longe o suficiente, um dia você vai se reconhecer descendo a estrada para encontrar a si mesma. E você vai dizer SIM." - Marion Woodman
Eu compartilho sempre que, nos últimos anos eu tenho passado por um processo de destruição e reconstrução constante, e isso me levou a buscar muito conhecimento novo.
Mas muitas vezes, essa busca desenfreada de aprender mais, de fazer mais, de performar mais, revela um impulso inconsciente de se distrair.
Se distrair do que realmente requer minha atenção, se distrair daquele conhecimento que só vive dentro de mim, mas que é doloroso demais pra acessar.
O que eu aprendi foi, eu posso fugir o quanto eu quiser, chega um momento que se torna impossível ignorar aquela voz interna que no início sussurrava, mas que agora grita!
Em 2024, um casal de amigos me deu de presente o livro e o workbook do livro "The Heroine's Journey – Woman's quest for wholeness" (em português: A Jornada da Heroína - A busca da mulher para se reconectar com o feminino) da autora Maureen Murdock, eu li o livro naquele mesmo ano e deixei o workbook pra um outro momento, pois eu sabia que exigiria um pouco mais de mim.

Pois bem, 2 anos se passaram e eu senti que era hora de iniciar esse trabalho, e mal sabia eu, o quanto eu precisava disso nesse momento.Sabe quando chega aquele momento na vida que você se sente meio travada? A vida está boa, mas não está boa?
Eu me sentia até culpada às vezes por me sentir frustrada, quando eu tenho tudo o que pedi a Deus dentro da minha casa, mas tinha algo que eu não conseguia interpretar completamente que estava pedindo espaço, pedindo voz.
Quando eu comecei a ler o workbook e fiz o primeiro exercício proposto, eu já me encontrei com várias partes minhas que estavam esquecidas, e aí eu consegui identificar que aquela voz que tava gritando dentro de mim, era eu, os pedaços de mim que eu escondi pra poder ser aceita em lugares e grupos, as palavras autênticas que eu engoli pra poder continuar sendo parte de uma narrativa que eu estava tentando me encaixar e tantas outras que eu nem me lembrava.
E esse foi só o primeiro exercício.
Mas eu já sinto um impulso difícil de ignorar: a cada minuto que eu dedico a me reencontrar, em meio a tantas máscaras e fantasias que eu criei pra pertencer e sobreviver, cada minuto de silêncio, de sentir meu corpo, de respirar apenas, me traz mais perto de desvendar o mistério de quem eu realmente sou.
Ontem eu peguei o livro, que eu li há dois anos, pra verificar um diagrama que eu queria pra uma apresentação que eu farei, e eu vi as páginas e trechos que eu tinha marcado no livro e percebi, que eu sabia quais eram os pontos importantes, eu só não estava pronta pra visitá-los com a atenção necessária.
E no fim das contas, voltar pra si não é tarefa fácil, não é um passeio no parque, é estar disposta a se encontrar com nossas falhas, nossas tristezas mais profundas, nossos desafios mais difíceis, mas eu acredito com todo o meu ser, que é o trabalho mais valioso e bem remunerado que existe, porque o prêmio no fim de tudo é ter certeza de quem se é e viver dentro da sua inteireza.
Se esse assunto te deixou com uma pulga atrás da orelha e você quer saber como fazer esse trabalho consigo mesma, se inscreve pra receber as novidades do Almas Viajantes, no dia 13 de Agosto, eu lanço a segunda temporada do DREvaneios e, nessa temporada eu vou dividir com vocês cada exercício do workbook da Jornada da Heroína, enquanto eu trabalho cada um deles, então a gente vai trilhar esse caminho juntas.
Vai ser uma honra ter a sua companhia. 😊
E se você lembrou de alguma heroína que precisa saber disso, compartilha esse link com ela.
Vamos recuperar nossa inteireza e viver cada vez mais na nossa potência máxima.
Com carinho,
Andressa



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